Integrantes e tutor do projeto “Lar é onde ele está” se reúnem em nova edição do Afluentes Artes Visuais

Acervo da pesquisa.

Na live, tutor e ex-alunos comentam suas trajetórias, os desdobramentos da pesquisa e as atuais produções

Pertencimentos, territorialidades e memórias de caminhoneiros e de suas famílias foram coletados pelos artistas-pesquisadores Diego de Santos, Emanuel Oliveira e Natalia Viana, do projeto “Lar é onde ele está”, durante o Laboratório de Artes Visuais do Porto Iracema em 2013. Eles voltarão a se reunir, agora virtualmente, no canal do YouTube da Escola, na próxima edição do Afluentes. A live acontecerá nesta quarta-feira (22), a partir das 15h.

Também participa do reencontro o professor do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Marcelo Campos, que foi tutor do projeto. Na pesquisa, os artistas realizaram um processo de imersão, investigando as poéticas do cotidiano de uma casa sem chão. Com mediação coordenadora do Laboratório de Artes Visuais, Aline Albuquerque, os três vão comentar suas trajetórias, os desdobramentos da pesquisa e as produções atuais.

O Afluentes é mais uma das iniciativas da Escola durante este período de pandemia, que reúne, através de lives, professores, tutores, alunos e artistas que participaram das diferentes esferas formativas da Escola.

Sobre o projeto

“Lar é onde ele está”, Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC), 2013.

O projeto “Lar é onde ele está” propôs um processo de imersão na vida dos caminhoneiros e de suas famílias (residentes na cidade de Caucaia/Ce ), investigando as poéticas do cotidiano criadas no fluxo das estradas. Ao abrir a caixa de cozinha da parte lateral da carroceria do caminhão, um pequeno lar se apresenta. Adaptados às condições nômades, utensílios domésticos unem-se às imagens fotográficas de parentes e essas pequenas casas se integram à paisagem que os recebe. O projeto propunha coletar dados, depoimentos, objetos e sabores na convivência com as famílias dos caminhoneiros. A partir de registros videográficos, imagens e textos, identificamos seus pertencimentos, territorialidades e memórias das rotinas e roteiros de uma casa sem chão. Desde então, temas como “morada e deslocamento” aparecem com frequência na produção de Diego de Santos, proponente da pesquisa.

Sobre Diego de Santos

Formado em Artes Plásticas IFCE (2010). Frequentou o programa Imersões Poéticas – Escola Sem Sítio – Paço Imperial (2017). Contemplado com os prêmios FUNARTE de Arte Contemporânea (2015-2016); Prêmio de Criação em Artes Visuais de Teresina – Residência Artística (2016); Indicado ao Prêmio PIPA – Vencedor na categoria Voto Popular Online (2014) e Laboratório de Artes Visuais Porto Iracema das Artes (2014). Destacam-se as individuais “Viagem ao Vão”, C. Galeria, Rio de Janeiro – RJ (2019); “Fato Atípico e Outros Delitos Existenciais”, Sem Título Arte, Fortaleza – CE (2019); “Poema 193”, Galeria Fayga Strower (FUNARTE Brasília), Brasília, DF (2017); “Lar é Onde Ele Está”, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Fortaleza, CE (2014); “Um Mundo Aqui Dentro”, Galeria Amparo 60, Recife, PE (2011) e “Arranha-Verso”, Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, CE (2009). Participou de várias exposições coletivas em espaços institucionais e galerias pelo Brasil. Tem obras presentes em coleções brasileiras e do exterior. Vive e trabalha entre Caucaia e Rio de Janeiro.

Sobre Emanuel Oliveira

É artista visual, formado pelo IFCE. Vive e trabalha em Fortaleza. Dentre suas principais exposições está a individual “Das estratégias de medir o tempo”, no SESC Iracema de Fortaleza, em 2015; “Entre Ficar e Ir Embora”, no Centro Cultural Banco do Nordeste de Fortaleza, em 2012 e “Eu metade de dois”, em 2010, na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa, sendo as duas últimas com a dupla “Máquinas que não funcionam”. É também fundador da Marcenaria Selvagem, onde dá aulas de arte e marcenaria. Sua pesquisa se baseia na percepção do corpo do artista durante o trabalho e o ato de trabalhar. Atualmente tem experimentado materiais como cimento, ferro e madeira em suas produções. No mais, é feliz e onde mora tem um pé de jambo no jardim.
Mais trabalhos em: http://cargocollective.com/emanuel_oliveira e https://protesepaisagem.wordpress.com.

Sobre Natalia Viana

Natalia Viana é servidora, artista visual graduada pelo IFCE, realizadora em audiovisual pelo Curso de Audiovisual da Escola de Audiovisual da Vila das Artes. Desenvolve trabalhos de pintura, desenhos, intervenções urbanas e direção e edição de filmes.

Sobre Marcelo Campos

Nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Professor Associado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ. Curador do Museu de Arte do Rio. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da Escola de Belas Artes/ UFRJ. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea.

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há quase sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço

O quê: “Integrantes e tutor do projeto “Lar é onde ele está” se reúnem em nova edição do Afluentes Artes Visuais”
Quando: Quarta-feira (22), a partir das 15h
Onde assistir: canal do YouTube do Porto Iracema das Artes

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Rafaela Leite
Publicado em 17/07/2020