Memória, ficção e coreografia serão debatidas na segunda edição do Anatomia da Dança

Na live, os artistas Jorge Alencar e Neto Machado “dissecarão” seu trabalho “Biblioteca de Dança”  com mediação de Thereza Rocha

Como coreografar memórias? Como documentar dança com o próprio corpo? Como compor com a história a partir de afetos? Essas e outras questões molduram a instalação coreográfica “Biblioteca da Dança”, desenvolvida pelos artistas Jorge Alencar e Neto Machado. Eles serão os convidados da próxima edição do “Anatomia da Dança”, onde farão uma análise sobre a ideia, os processos e os resultados finais do trabalho. A mediação será conduzida pela pesquisadora de Dança e Artes da Cena, Thereza Rocha. O debate acontecerá na próxima quinta-feira (5), às 15h e será transmitido pelo Youtube e Facebook do Porto Iracema.

Representando memórias através de coreografia, ficção e invenção, na obra, artistas ocupam uma biblioteca da cidade e transformam seus corpos em “livros vivos”, contando e dançando fragmentos de coreografias que marcaram suas vidas. A apresentação, desenvolvida em três contextos de residência artística, reúne ficção, história, teoria e poesia, artistas e públicos, que compartilham “contações coreográficas de histórias”, ao redor das mesas da biblioteca, de modo íntimo e relacional.

O trabalho estreou no Brasil em 2017 e, desde a sua estreia, tem sido apresentada em diversos espaços nacionais e internacionais, recebendo também uma adaptação audiovisual. Na live, os artistas analisarão as características, a construção e a repercussão da obra. Além disso, também trarão questões sobre o contexto de pandemia, já que não é possível realizar apresentações presenciais, ativar memórias de coreografias é um jeito de torná-las presentes.

Promovido pelo Porto Iracema das Artes, o “Anatomia da Dança” traz bailarinos, coreógrafos e diretores de companhias para analisar espetáculos importantes de suas carreiras. A ação é inspirada no projeto “Anatomia do Filme”, outra iniciativa da Escola, que volta-se para o cinema, promovendo encontros com diretores para uma “dissecação” de suas principais obras.

Sobre o trabalho

Biblioteca de Dança” é uma obra na qual artistas ocupam uma biblioteca da cidade e transformam seus corpos em “livros vivos”, contando e dançando fragmentos de coreografias que marcaram suas vidas. Ao longo de três horas, o público chega quando quiser e fica quanto tempo desejar. Em um espaço feito para reunir ficção, história, teoria e poesia, artistas e públicos compartilham “contações coreográficas de histórias”, ao redor das mesas da biblioteca, de modo íntimo e relacional.

O trabalho foi desenvolvido em três contextos de residência artística: Akademie Schloss Solitude (Stuttgart – Alemanha), #StationONE – Service for Contemporary Dance (Belgrado – Sérvia) e Graner – Centro de Creación del Cuerpo y el Movimiento (Barcelona – Espanha), com apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte).

A obra estreou no Brasil em 2017 e, desde a sua estreia, tem sido apresentada em diversos espaços como: Bienal Sesc de Dança (Campinas – SP), FIAC Bahia, Centro de Dança do DF, Sesc Pompeia (SP), Sesc Avenida Paulista (SP), Jornada de Dança (BA), Quinta Semana da Dança da UFSC (Florianópolis, SC) e, em 2019, foi realizada na cidade de Stuttgart (Alemanha) como parte do projeto “Das Festival” da dupla Herbordt/Mohren. Em 2017, a “Biblioteca de Dança” foi destacada na Revista Antropositivo dentre os melhores trabalhos do ano.

Em 2020, o trabalho recebeu uma adaptação audiovisual chamada “Deixa Eu te Contar”, em parceria com o Festival Paralela (Uberlândia – MG) e foi realizado em formato de live pelo projeto Sesc Ao Vivo (Youtube e Instagram).

Biblioteca de Dança” diz sobre experiências estéticas que nos atravessam: o que pode uma obra na vida de alguém? Em um momento em que não é possível realizar apresentações cênicas presenciais junto ao público devido à pandemia, ativar memórias de coreografias é um jeito de torná-las presentes.

Sobre Jorge Alencar e Neto Machado

 

Jorge Alencar e Neto Machado (Bahia) são uma dupla de artistas que cria com dança, teatro, audiovisual, comunicação, curadoria, escrita e educação. Alguns dos diversos frutos dessa parceria são: “Vermelho Melodrama” (Melhor Espetáculo pelo Prêmio Braskem de Teatro 2019); “Pequena Coleção de Insignificância (livro finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2020, categoria infantil); “Pinta” (Melhor longa-metragem no Rio Festival Gay de Cinema 2014); “Desastro” (peça infanto-juvenil participante do projeto Palco Giratório do Sesc 2018); “Biblioteca de Dança” (coreografia destacada pela Revista Antropositivo dentre os melhores trabalhos de 2017); “A Lei do Riso: Crimes Bizarros” (indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019 como Melhor Série de Ficção em 2019); “Vale Tudo com a Drag Queen Rainha Loulou” (Prêmio Melhores do Ano da Cena Baiana LGBTQI+); “Oficina de Honestidade Artística” (oficina); “IC – Encontro de Artes (festival).

Os artistas vem circulando suas criações em todas as regiões brasileiras e trabalhando em contextos internacionais como: Centre Pompidou (França), Tate Modern (Inglaterra), MIT – Massachussets Institute of Technology (EUA), Station One – Service for Contemporary Dance (Sérvia), Graner  – Centre de Creació de Danza y Arts Vivas (Espanha), entre outros.  Companheiros de criação e vida, Jorge e Neto são integrantes da Dimenti Produções Culturais, produtora cultural e ambiente de criação, em atividade desde 1998 em Salvador, Bahia, Brasil.

Mais informações em: www.netomachado.com e www.jorgealencar.com.br

Sobre Thereza Rocha

Pesquisadora de dança e artes da cena; dramaturgista de processos de criação. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO|UFRJ. Na UFC, é professora dos cursos de graduação em dança e do Programa de Pós-graduação em Artes, onde coordena o grupo de pesquisa Dramaturgias: o que quer e o que pode o corpo?. Pós-doutoranda no PPGAC da UFSJ, sob a supervisão de Alberto Ferreira da Rocha Júnior. Autora do livro O que é dança contemporânea? (Conexões Criativas, 2016). Coautora do livro Diálogo|Dança (SENAC, 2012), junto com Márcia Tiburi.

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço

O que: “Memória, ficção e coreografia serão debatidas na segunda edição do Anatomia da Dança”

Quando: 5 de novembro (quinta-feira), às 15h

Onde: Canal do Youtube e Facebook da Escola Porto Iracema das Artes

Equipe de Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Texto: Rafaela Leite (estagiária) | Supervisão e edição: Pâmela Soares

Publicado em 01/11/2020