Porto Iracema das Artes divulga tutorias de projetos artísticos dos Laboratórios de Criação 2020

Nomes de destaque realizam tutoria para os 26 projetos artísticos que serão desenvolvidos ao longo de sete meses no Porto Iracema das Artes, com todo o apoio da Escola

Os Laboratórios de Criação da Escola Porto Iracema das Artes, que este ano têm a parceria da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e da Companhia de Gás do Ceará (Cegás) via Lei Federal de Incentivo à Cultura, ao longo de suas edições têm despontado nomes e projetos artísticos do Ceará e de outros estados brasileiros. Parte do processo formativo, o conjunto de tutores que acompanhará o desenvolvimento dos processos criativos já está definido. Com trajetórias consolidadas no País e mundo afora, pesquisadores e artistas irão realizar orientações com os responsáveis por cada projeto, inicialmente, de maneira online. A mudança para que as formações e diálogos aconteçam de maneira presencial irá depender das condições sanitárias.

O Laboratório de Artes Visuais oferece uma formação de dois anos: a Temporada Formativa no primeiro e, no seguinte, a Temporada Investigativa. São selecionados oito projetos, quatro na primeira etapa e mais quatro na segunda. Este ano, quem vai acompanhar os projetos são a artista visual, fotógrafa, curadora, rádio host, escritora e editora Ana Lira; Elton Panamby, que é artista visual, desensinadore e mãe; a artista visual, macumbeira e psicóloga Castiel Vitorino Brasileiro; e a artista visual, educadora e pesquisadora Rosana Paulino.

Serão tutoradas as seguintes propostas e artistas: “Como construir nosso próprio país”, do coletivo Terroristas del Amor, composto por Dhiovana Barroso e Marissa Noana; “Encantadas: saberes mágicos em lugares sagrados”, de Eliana Amorim; “Língua Ferina: Artista Retirante e a Fertilização da imagem”, de Maria Macêdo; “Travestis são como plantas”, de Sy Gomes; “Historicizando o invisível”, de soupixo; “Voltar para casa: Uma restituição simbólica”, de Charles Lessa; “Plantomorfias: Uma coleção de sensibilidades entre corpo e natureza”, de Henrique Braga; e “História negra na ‘Terra da Luz'”, de David Felício e Jorge Silvestre.

O Laboratório de Cinema continua com tutoria dos diretores Karim Aïnouz e Sérgio Machado, presentes na equipe desde a criação do Lab e do Centro de Narrativas Audiovisuais do Porto (CENA 15), em 2013, da diretora, roteirista e preparadora de elenco, Nina Kopko, e do também diretor e roteirista Armando Praça. Além dos tutores, os roteiristas contam com o apoio semanal dos consultores de roteiro Pablo Arellano e Luciana Vieira.

Eles acompanham os projetos de roteiro da modalidade Ceará, Nordeste e Nacional, especificidades da linguagem de Cinema. Na local, foram selecionados “Mar ao Fundo”, de Giovanna Campos e Ana Luiza Rios; “Ondas”, de Celina Ximenes e Morfeu Gilson; “O Homem no Teto”, de Vinícius Cabral e Davi Siqueira, e “Vou beijar-te agora”, de Émerson Maranhão e Demitri Túlio. Na modalidade Nordeste, foi contemplado “A Estrada do Tempo” (BA), de Fernando Serravalle, e na Nacional, “O Barco e o Rio” (AM), de Bernardo Abinader.

Já no Laboratório de Dança quem irá orientar os trabalhos é a diretora e performer Inaê Moreira, o bailarino e coreógrafo Fauller, a fundadora do Coletivo Becha Cearense e responsável pela grande maioria dos Balls de Fortaleza (CE), ministrando aulas de Ballroom, Silvia Miranda, e o artista e mestre em Artes Cênicas (UFBA), Neto Machado. Eles orientarão as seguintes propostas e artistas: “Lança de Cabocla”, de Tieta Macau, Juliana Rizzo e Wellington Gadelha; “Corpos/Danças (des) fronteirizades”, de Alysson Amâncio , Luiz Renato e Kelyenne Maia; “Soft-Fúria – O vogue e a expansão da cena Ballroom no estado do Ceará: Um olhar Afro-Brasileiro”, de Bruno Gomes, Dandara Lima e John 7 Avalanx e “EU SÓ TRABALHO COM REFERÊNCIA!”, de Thiago Torres, Vince Rodrigues e Janaína Bento.

Na Música, as tutorias dos projetos deste ano serão assinadas pela compositora, produtora, cantora, clarinetista e guitarrista Maria Beraldo, o músico, compositor e produtor Kiko Dinucci, o DJ KL Jay, dos Racionais MC’s, e a produtora musical Badsista. Neste ano, os projetos e artistas que compõem a linguagem são: “AMARGA”, de Moon Kenzo, Jandê e Gegê; “Do Dialeto ao Dia Lento”, de Big Leo, Catatau e Caio Ploc; “Fortalezas: trajeto de um mundo virá”, com a banda Viramundo, composta por Bruno Esteves, Victória Andrade e Marcello Santos; “Vacilant Investiga o Tempo”, de Yuri Costa, Clau Aniz e Tuan Fernandes.

Integram esta edição do Laboratório de Teatro como tutores a brincante, educadora social, atriz e pedagoga Cibele Mateus, o diretor e professor de teatro Marcelo Soler, a artista do corpo transdisciplinar, que desenvolve projetos nas artes cênicas, performance-arte, instalação, fotografia e audiovisual, Laís Machado, e a encenadora e docente do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Cibele Forjaz.

As propostas artísticas e os coletivos que eles irão tutorar são: “Chorume: laboratório em teatro documentário”, da Cia Ortaet (com Cleilson Queiroz, Carla Morais, José Filho, Aldenir Martins, Betânia Lopes, Ronald Bezerra, Marcos Bandeira, Francielio Silva e Angélica Braga); “Comicidade e questões de gênero: corpos femininos e LGBTs na comicidade popular”, do Coletivo Yabás (com Hesse Santana, Demétrius Vieira, Liana Cavalcante e Taciana Santos); “Pagode Russo”, do Coletivo Os Pícaros Incorrigíveis (com Paula Yemanjá, Beto Menêis, Alysson Lemos, Caleb Domingoz, Daniel Rocha, Junior Barreira, Magno Carvalho e Murillo Ramos) ; e “Afrografias da corpa-jabuti: memória e tempo de uma diáspora entre Quixadá e Fortaleza”, da Coletiva Negrada (com Pedra Silva, Amandyra e Viúva Negra).

Confira, a seguir, as trajetórias de cada tutor, tutora e tutore dos Laboratórios de Criação 2020.

– Tutores do Laboratório de Artes Visuais

Ana Lira

Foto: Priscilla Buhr

Tutora dos projetos “História negra na ‘Terra da Luz'”, de David Felício e Jorge Silvestre, e “Língua Ferina: Artista Retirante e a Fertilização da imagem”, de Maria Macêdo

Ana é artista visual, fotógrafa, curadora, rádio host, escritora e editora baseada em Recife (PE – Brasil). É especialista em teoria e crítica de cultura. Observa a (in)visibilidade como forma de poder e dedica atenção a dinâmicas envolvendo sensibilidades cotidianas. Sua prática é baseada em processos coletivos e parcerias, tendo trabalhado com eles por mais de duas décadas. Nestas iniciativas dedica-se a fortalecer práticas colaborativas de criação que observam as entrelinhas das relações de poder que afetam nosso processo de comunicação, as articulações do cotidiano e a forma como produzimos conhecimento no mundo.

Elton Panamby

Foto: Verônica Pereira

Tutore dos projetos “Historicizando o invisível”, de soupixo, e “Voltar para casa: Uma restituição simbólica”, de Charles Lessa

Elton Panamby é artista, desensinadore, mãe. Desenvolve trabalhos em múltiplas linguagens ao longo de 12 anos dedicados à pesquisa e criação a partir de limites psicofísicos atrelados a práticas de modificação corporal em experiências rituais, aparições, vultos e visagens. Vem nessa esteira desde a graduação (Comunicação das Artes do Corpo – PUCSP) até o doutorado concluído em 2017 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Segue suturando na vida após a pós. Passou a gerar sonoridades como prática poética no/do escuro, principalmente nos últimos 5 anos. Seu trabalho é orientado por questões raciais e de gênero.

Castiel Vitorino

Tutora dos projetos “Encantadas: saberes mágicos em lugares sagrados”, de Eliana Amorim, e “Travestis são como plantas”, de Sy Gomes

Castiel Vitorino Brasileiro (1996). Artista visual, macumbeira e psicóloga formada em Universidade Federal do Espirito Santo. Atualmente mestranda no programa de Psicologia Clínica da PUC-SP. Vive a macumbaria como um jeito de corpo necessário para que a fuga e o descanso aconteçam. Dribla, incorpora e mergulha na diáspora Bantu, e assume a vida como um lugar perecível de liberdade. Atualmente, desenvolve estéticas macumbeiras de sua Espiritualidade e Ancestralidade Travesti. Idealizadora do projeto de imersão em processos criativos decoloniais Devorações. Nasceu em Fonte Grande. Vitória/Espirito Santo – Brasil.

Rosana Paulino

Tutora dos projetos “Como construir nosso próprio país”, do coletivo Terroristas del Amor, composto por Dhiovana Barroso e Marissa Noana, e “Plantomorfias: Uma coleção de sensibilidades entre corpo e natureza”, de Henrique Braga

Rosana Paulino é artista visual, educadora e pesquisadora. Possui graduação pela Universidade de São Paulo e doutorado pela mesma instituição, na modalidade DD – Doutorado direto. Suas obras questionam o local ocupado pela mulher negra no Brasil e os efeitos deletérios da escravidão em nossa sociedade. Expos em importantes museus no país e no exterior e tem obras em instituições como a Pinacoteca do Estado (SP), MASP (SP), MALBA (Argentina) e UNM – University of New Mexico Art Museum (USA).

Tutores do Laboratório de Cinema

Karim Aïnouz

Foto: Alan Sousa

Natural de Fortaleza e radicado em Berlim, é diretor de cinema e artista visual. Seu longa-metragem Praia do Futuro (2014) estreou mundialmente na Competição Oficial do 64˚ Festival de Berlim e seu primeiro longa-metragem, Madame Satã (2002), estreou na mostra Un Certain Regard do Festival de Cinema de Cannes. Seus longas seguintes, O Céu de Suely (2006) e Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (co-dirigido com Marcelo Gomes, 2009) estrearam no Festival de Veneza. Em 2008, dirigiu a série Alice para a HBO Latin America. Em 2011, O Abismo Prateado teve sua estreia mundial na Quinzena dos Realizadores em Cannes e recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival do Rio. Seu mais recente documentário, Aeroporto Central (2018), teve sua estreia no Festival de Berlim, onde recebeu o Prêmio Anistia Internacional. Em 2018, dirigiu a livre adaptação do livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, para os cinemas, com produção de Rodrigo Teixeira, da RT Features. Em 2019, A Vida Invisível ganhou o prêmio de melhor filme da Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes e disputou a corrida por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Sérgio Machado

Foto: Alan Sousa

Natural de Salvador e radicado em São Paulo, seus primeiros trabalhos no cinema foram como assistente de direção nos filmes Central do Brasil (1998), O Primeiro Dia (1999) e Abril Despedaçado (2001), todos sob direção de Walter Salles. Cidade Baixa (2005), seu primeiro longa de ficção, foi vencedor de 30 prêmios no Brasil e exterior. Dirigiu também o longa metragem de ficção Tudo que Aprendemos Juntos (2015), vendido para mais de 25 países, e o documentário A Luta do Século (2016), ambos premiados em festivais e mostras de cinemas nacionais e internacionais. Em 2018, dirigiu (junto com Aly Muritiba) e roteirizou (junto com George Walker e Pedro Perazzo) a série televisiva sobre o ex-boxeador baiano Popó, Os Irmãos Freitas, que teve exibição no Canal Space e Amazon Prime Video. Atualmente, trabalha em parceria com Walter Salles na animação A Arca de Noé, inspirada nos poemas infantis de Vinicius de Moraes e trabalha na pós-produção de seu novo longa-metragem, adaptação para as telas do conto O Adeus do Comandante, do escritor amazonense Milton Hatoum.

Nina Kopko

Foto: Alan Sousa

É formada em Cinema pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atua nas áreas de direção, preparação de elenco, roteiro e montagem. Entre suas principais realizações, destacam-se: a direção assistente do longa premiado na Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2019 A Vida Invisível (dir. Karim Aïnouz, 2019) e também de O Silêncio do Céu (Marco Dutra, 2016); a preparação de elenco do filme Dentes (Pedro Arantes e Júlio Taubkin, 2019); a montagem do documentário Operações de Garantia da Lei e da Ordem (Julia Murat e Miguel Ramos, 2017) e de Nós (Pedro Arantes, 2018); a assistência de direção e colaboração do roteiro de Guigo Offline (René Guerra, 2017) e a assistência de direção e pesquisa da série HQ – Edição Especial (Angelo Defanti, HBO, 2016). Foi também supervisora de desenvolvimento de projetos da produtora RT Features entre 2014 e 2015. No momento, trabalha no desenvolvimento de seus projetos pessoais de roteiro e direção.

Armando Praça

Foto: Alan Sousa

Cineasta e sociólogo, se destacou com a realização do média metragem A Mulher Biônica, selecionado para o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Clermont-Ferrand e também exibido na Mostra Internacional de Cinema Latino Americano em Toulouse, e em outros 20 festivais. Desde 2000 atua como diretor, roteirista, pesquisador, assistente de direção, preparador e produtor de elenco. Foi roteirista da série Bruna Surfistinha, em fase de finalização, produzida pela TV Zero para o canal Fox. Trabalhou com importantes e diversos diretores brasileiros como Marcelo Gomes, Sérgio Rezende, Rosemberg Cariry, Alexandre Veras, Ivo Lopes Araújo, Glauber Filho, José Araújo e Petrus Cariry. Em 2017, dirigiu seu primeiro longa metragem, Greta, que entrou em circuito nacional em 2019 após passar por importantes festivais como o Festival de Cinema de Berlim.

Pablo Arellano (consultor de roteiros)

Foto: Alan Sousa

Natural de Madrid e radicado em Fortaleza, é graduado em Comunicação Audiovisual pela Universidade Complutense de Madrid, especialista em roteiro de cinema pelo Instituto de Cinema de Madri e em Roteiro de Cinema e TV pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba. Já trabalhou em mais de trinta produções cinematográficas entre curtas e longas-metragens, sempre nas áreas de roteiro, direção e edição. Seus trabalhos foram premiados em festivais internacionais como Cannes, San Sebastián, Munich, Biarritz e Havana. Ministra oficinas de cinema em escolas e instituições como La Piscifactoría e La Casa de Cultura em Espanha, a escola Porto Iracema das Artes e a Vila das Artes, no Brasil, e na EICTV, em Cuba. É professor de cinema do Centro de Altos Estudios Universitarios da OEI e trabalha como curador no Festival Ibero Americano Cine Ceará desde 2015. Atualmente, trabalha como roteirista e consultor de roteiro em diversos projetos audiovisuais entre Brasil, Espanha, Cuba e República Dominicana.

Luciana Vieira (consultora de roteiros)

Foto: Alan Sousa

Natural de Fortaleza, é graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará e é sócia-fundadora da Orlam Filmes. Entre os seus principais trabalhos estão a co-direção com Wislan Esmeraldo do telefilme de natal Guerra da Tapioca (Tv Verdes Mares / Tardo Filmes), a co-direção da série infanto-juvenil Lana e Carol (Tv Brasil / Deberton Entretenimento e Praia à Noite), a produção executiva da série Identidade (Tv Brasil / Tardo Filmes), a realização do média-metragem Porque era Ela (Pirinópolis Doc / Orla Filmes e Tardo Filmes), a co-direção do longa-metragem em episódios O Animal Sonhado (18º Mostra de Cinema de Tiradentes / Tardo Filmes), a co-roteirização e co-direção da série Meninas do Benfica (CinebrasilTV / Latitude Filmes) e o roteiro de longa-metragem Natan (Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes/Curitiba Lab, SESC Novas Histórias/Brasil CineMundi / menção honrosa do Torino Film Lab).

– Tutores do Laboratório de Dança

Inaê Moreira

Tutora do projeto “Lança de Cabocla”, de Tieta Macau, Juliana Rizzo e Wellington Gadelha

Inaê Moreira é formada em Dança pela Funceb e Licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. É também profissional de Circo pela Escuela de Artes Urbanas de Rosário/Argentina. Atualmente vem encontrando caminhos pra desaguar o seu trabalho a partir dos saberes Yorubás, criando performances e ativando espaços coletivos de pesquisa, através do que tem chamado de Dança Intuitiva, onde busca estabelecer uma relação entre movimento e ancestralidade. Atualmente vive na Bahia, onde trabalha como diretora e performer. Em sua trajetória colaborou com artistas em São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro, Cidade do México e Chicago.

Fauller

Tutor do projeto “Corpos/Danças (des) fronteirizades”, de Alysson Amâncio , Luiz Renato e Kelyenne Maia

Fauller, bailarino e coreógrafo, formado pelo Colégio de Dança do Ceará. É diretor e fundador da Cia. Dita, criada em 2003. Foi contratado pela Association Fin Novembre, em Paris, entre 2005 e 2007. Desde 2001, desenvolve trabalhos autorais de dança que se relacionam com outras linguagens, sozinho ou em colaboração com artistas de diferentes nacionalidades, como: Allan Buffard, Rachid Ouramdane, Gilles Jobin, Julie Nioche, Yann Marussich e Gary Stevens. Dentre seus trabalhos mais relevantes, estão: De-vir, Corpornô, Mulata, Fortaleza, L’après Midi d’un Fauller, Manga com Leite, Como Você se Sente Agora?

Destacam-se também suas participações em Mauvais Genre, de Alain Buffard, Cover, de Rachid Ouramdane, And, de Gary Stevens e Outro Tango, de Paulo Caldas. Em sua trajetória artística, Fauller, também tem incursionado pelo cinema, colaborando com diretores cearenses, como: Armando Praça (Greta), Rosemberg Cariry (Siri-Ará) e Allan Deberton (Pacarrete). Ao longo de quase duas décadas compõe trabalhos para a Cia. Dita e vem circulando por todo Brasil, África, América do Sul e Europa.

Neto Machado

Foto: Juliano Monteiro.

Tutor do projeto “EU SÓ TRABALHO COM REFERÊNCIA!”, de Thiago Torres, Vince Rodrigues e Janaína Bento.

Neto Machado é artista em conexão com as ideias de coreografia, memória e infância. Mestre pelo programa de pós-graduação em Artes Cênicas da UFBA e graduado em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do PR, foi artista bolsista do Instituto Akademie Schloss Solitude – Alemanha (2013/14) e do projeto e.xe.r.ce do Centro Coreográfico de Montpellier – França (20008). Dentre seus trabalhos estão: Coreografia de Papel (Coleção de livros-coreográficos pra crianças); Biblioteca de Dança (instalação sobre histórias da dança); Desastro (peça participante do Palco Giratório do Sesc 2018); Kodak (Prêmio Cultura Inglesa Festival 2011); a série televisiva A Lei do Riso: Crimes Bizarros (indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019 como melhor série de ficção). Integrante da Dimenti (BA), Neto já apresentou em mais de 50 cidades brasileiras e 10 países, em locais como: Tate Modern (Inglaterra), MIT (EUA), Centre George Pompidou (França) e o Station One (Sérvia).

Silvia Miranda

Tutora do projeto “Soft-Fúria – O vogue e a expansão da cena Ballroom no estado do Ceará: Um olhar Afro-Brasileiro”, de Bruno Gomes, Dandara Lima e John 7 Avalanx

Silvia Miranda é fundadora do Coletivo Becha Cearense que é responsável pela grande maioria de Balls e aulas de Ballroom pela cidade de Fortaleza. Miranda trabalha como Chanter, Apresentadora e Professora no coletivo e é nacionalmente reconhecida como Pioneira Yagaga Kengaral e através da Ballroom, realiza trabalhos sociais para a pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade que fazem parte da Ballroom-CE.

– Tutores do Laboratório de Música

Maria Beraldo

Foto: Daryan Dornelles

Tutora do projeto “Vacilant Investiga o Tempo”, de Yuri Costa, Clau Aniz e Tuan Fernandes.

Maria Beraldo é compositora, produtora, cantora, clarinetista e guitarrista. Em 2018 lançou o primeiro álbum solo CAVALA (selo RISCO), muito bem recebido pela crítica e público, e apresentou o espetáculo do disco nos principais teatros e festivais do Brasil e Portugal. Com esse trabalho foi indicada aos prêmios APCA, Multishow, Prêmio SIM SP e Woman’s Music Event, no qual foi premiada como melhor instrumentista. Em 2019 foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro pela direção musical e arranjos (com Mariá Portugal) da montagem brasileira de Lázarus, de David Bowie e Enda Walsh, dirigida por Felipe Hirsch. Vem se apresentando no Brasil, Europa, Japão e América do Sul com a Quartabê, Arrigo Barnabé e Bolerinho. Maria assina os arranjos de sopros de faixas do CD “Deus é Mulher”de Elza Soares, do qual participa também como instrumentista. É mestre em Música desde 2013 e Bacharel em Música Popular desde 2009 pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Kiko Dinucci

Foto: Aline Belfort

Tutor do projeto “Fortalezas: trajeto de um mundo virá”, da banda Viramundo, composta por Bruno Esteves, Victória Andrade e Marcello Santos

Kiko Dinucci é guarulhense, músico, compositor e produtor. Fundou os grupos Metá Metá e Passo Torto. Já colaborou em trabalhos de Elza Soares, Criolo, Tom Zé, Marcelo D2 e Jards Macalé. Seu disco mais recente se chama Rastilho (2020) está concorrendo a disco do ano no super júri do Prêmio Multishow.

KL Jay

Tutor do projeto “Do Dialeto ao Dia Lento”, de Big Leo, Catatau e Caio Ploc

Kleber Simões começou em 1987 realizando bailes em residências, juntamente com o atual companheiro nos Racionais, Edi Rock. Depois de ver um vídeo com a performance de um dos mais importantes DJs do cenário Hip Hop, o DJ Cash Money, se identificou e descobriu a arte dos toca-discos. Mas somente após ter presenciado os scratches e habilidades do DJ Easy Lee, do rapper Kool Moe Dee, num show no Club House, em Santo André,SP, teve a certeza: “Eu sou isso”. Com Edi Rock, Mano Brown e Ice Blue, fundou o Racionais MC’s em 1989, grupo que impactou a música brasileira nestes últimos 30 anos, especialmente por sua temática social, estreando com o disco Holocausto Urbano (gravadora Zimbabwe, 1990) e lançando álbuns como Sobrevivendo no Inferno (1997), clássico do rap nacional.

Com o rapper Xis criou a gravadora, produtora de eventos e confecção conhecida como 4P , por onde lançou seu álbum solo Na Batida volume 3 – Equilíbrio, a busca (2003). O segundo álbum solo, Fita Mixada – Rotação 33 (2008) teve participação de grandes nomes do rap nacional, como os próprios Racionais MC’s, MV Bill, SP Funk, G509-E, SNJ,De Leve, entre outros(as). Em 2018 lançou KL Jay na Batida – Vol II.

Produziu por 10 anos, juntamente com Xis, o mais importante campeonato de DJs do país – o Hip Hop DJ, que revelou nomes de peso como DJ CIA, King, Marco, Nuts, Tano, Pow , Hadji,Will, Erick Jay, RM, Ajamu,entre tantos. KL Jay também é sócio da gravadora Cosa Nostra, com os Racionais MCs, e possui seu selo individual, com o mesmo nome de seu álbum solo – Equilíbrio –, que já lançou os álbuns de Sistema Negro, Cagêbe e Relatos da Invasão. Foi apresentador do YO! MTV RAPS e discotecou de 1994 a 1996 na badalada Soweto, casa noturna que marcou a cultura Hip Hop em São Paulo. De 1999 a 2002 tocou juntamente com DJ Roger na festa “Clube do Rap” no Clube da Cidade de Diadema/SP e, atualmente se apresenta todas as quintas-feiras com os DJs Ajamu ,Marco e Will na festa “Sintonia”, projeto que acontece há 11 anos. KL Jay também se apresenta por todo o país, dividindo o tempo em shows com o Racionais, discotecagem em casas noturnas, produções musicais e oficinas de DJ.

Badsista

Tutora do projeto “AMARGA”, de Moon Kenzo, Jandê e Gegê 

Produtora musical brasileira em ascensão pelo mundo. Em 2018, foi premiada como melhor produtora musical no WME Awards. É considerada pela imprensa internacional “their new favorite DJ”, por veículos como Crack Magazine, Fact, Fader Magazine, RedBull Music e por aí vai. Em 2019 realizou sets memoráveis pelo país e no exterior como os do Red Bull Music Festival (São Paulo) e no CTM Festival, realizado na Berghain/Panorama Bar em Berlim. Em suas turnês passou por França, Inglaterra, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Suécia, Portugal, Espanha, México, Austrália.

É uma das idealizadoras da BANDIDA (coletivo que visa o protagonismo feminino, lgbti+ e dissidente na música eletrônica). Assinou a direção e a produção musical dos álbuns “Pajubá”, primeiro disco da cantora Linn da Quebrada, e “Corpo sem Juízo” de Jup do Bairro, álbum revelação de 2020, além de colaborar com produções e remixes para artistas como Mahmundi, Jaloo, Brisa Flow, Pitty, Elza Soares, Kelela, MC Taya e LYZZA.

Sua carreira individual tem potência para movimentar toda a cena, BADSISTA abre caminhos de forma consciente e incisiva a comunidade LGBTQ+ e periférica da cidade de São Paulo e do mundo. Por onde passa dissemina o fortalecimento e a possibilidade de permanência do protagonismo desses na música. Na vida dissemina confusão, caos, desconstrução e quebra do paradigma. Sua dica sempre será: “Vamos estudar, gatas, vamos estudar!”

– Tutores do Laboratório de Teatro

Cibele Mateus

Foto: Isabela Mateus

Tutora do projeto “Comicidade e questões de gênero: corpos femininos e LGBTs na comicidade popular”, do Coletivo Yabás (com Hesse Santana, Demétrius Vieira, Liana Cavalcante e Taciana Santos)

Brincante, educadora social, atriz e pedagoga. Formada em Pedagogia na Universidade Anhembi Morumbi- SP (2017) Curso de Extensão Universitária “O trabalho do ator/bailarino a partir das danças tradicionais brasileiras” – UNESP (2013/2014). Desenvolve seus trabalhos teatrais com ênfase na pesquisa de expressões tradicionais brasileiras e na arte de rua como poética para a criação cênica, desde 2005. É colaboradora do Grupo Manjarra (SP) desde 2011, onde inicia sua trajetória como Mateus (figura cômica da “cara preta”). Atualmente desenvolve pesquisa e criação cênica na linguagem da comicidade negra referenciada em expressões afrodiaspóricas, em especial o trio cômico (Mateus, Bastião e Catirina) do Cavalo Marinho Pernambucano, tendo como mestre Sebastião Pereira de Lima (Mestre Martelo). Desde 2016 participa de projetos, encontros e festivais de palhaces e circo, apresentando-se em cabarés, ministrando oficina e bate-papos relacionados a comicidade negra.

Marcelo Soler

Foto: André D’Ugo

Tutor do projeto “Chorume: laboratório em teatro documentário”, da Cia Ortaet (com Cleilson Queiroz, Carla Morais, José Filho, Aldenir Martins, Betânia Lopes, Ronald Bezerra, Marcos Bandeira, Francielio Silva e Angélica Braga)

Diretor e pedagogo teatral, possui doutorado e mestrado em artes cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) – onde realizou ambas pesquisas em torno do campo do Teatro Documentário – Graduado em Artes Cênicas _ ECA/USP (foi laureado por excelência acadêmica na instituição) e em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero. É professor universitário no Departamento de Artes Cênicas (ECA/USP) na área da pedagogia Teatral, na Faculdade Cásper Líbero e na Faculdade Paulista de Artes (FPA) na qual além de responsável pelas disciplinas Direção Teatral I e II coordena o curso de Graduação de Licenciatura em Teatro na FPA. Integrou o Instável Núcleo de Estudos de Recepção Teatral (INERTE) coordenado pelo Prof. Dr. Flávio Desgranges. Atuou como analista pedagógico do Usina Teatral Sesc Pernambuco- Recife (agosto de 2017). Membro fundador e diretor da Cia. Teatro Documentário. Dirigiu e escreveu as seguintes encenações: “Terra de Deitados – documentário cênico sobre a vida e a morte na grande cidade” (Contemplado pela Vigésima Quinta edição da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo – Cemitério da Vila Mariana, 2016), “Terrenos” (Contemplado pela Vigésima Terceira edição da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo – Cemitério da Vila Mariana – 2016; Circuito Tusp 2016 e Proac/SP 2015) “Esse Vasto Terço de Nosso Belo Reino – documentário cênico sobre uma rua paulistana” (Contemplado pela Décima Nona edição da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo – Rua Maria José no bairro da Bela Vista, 2013/2014), “Pretérito Imperfeito – documentário cênico” (Contemplado pela Décima Sexta edição da Lei de Fomento para a Cidade de São Paulo – Casa do Teatro Documentário – 2010/2011/2012); “Con- sumindo 68 – teatro documentário” (Mostra Rebeldes e Utópicos/SESC Consolação, Espaço Parlapatões – 2008); “Onishi não pode dançar” (Casa da D. Yayá/CPC-USP – 2008); “De como Frank Sinatra me emociona ou O açougue” (Sala Crisantempo e Espaço Pulsarte – 2007); “Cor de rosa ou Por que é preciso estourar bexigas?” (Teatro Irene Ravache e Teatro Júlia Bergman – 2006/2007). Com “Onishi não pode dançar”, a convite de Yoshito Ohno, apresentou a encenação no Japão no Kazuo Ohno Dance Studio, com o apoio do Ministério da Cultura. Com “Consumindo 68 – teatro documentário” fora considerado “um dos quatro grupos jovens” da cidade de São Paulo pela Revista da Folha (Domingo, 31 de agosto de 2008) como “dignos de aplausos”. Com “Terra de Deitados – documentário cênico sobre a vida e a morte na grande cidade” recebeu o prêmio Colar Guilherme de Almeida da Câmara Municipal (dezembro de 2016). Lançou pela Editora Garçoni com o apoio da Secretaria Estadual da Cultura do Estado do Paraná “Quanto Vale um Cineasta Brasileiro?”, livro/documentário sobre a vida e obra do cineasta Sérgio Bianchi e publicou pela Editora HUCITEC o livro “Teatro Documentário: a Pedagogia da Não Ficção”. Entre os artigos publicados destacam-se: “A Desconstrução de Estereótipos” e “Preconceitos em Sala de Aula a partir da prática Teatral” (Educere ET Educare/UNIOESTE), “O Espectador do Teatro de Não Ficção” (Sala Preta/ECA/USP) e “Encenação: Espaço Possível para a Aprendizagem do Espectador” (Revista Trama Interdisciplinar/ Universidade Mackenzie).

Laís Machado

Foto: Jéssica Marques

Tutora do projeto “Afrografias da corpa-jabuti: memória e tempo de uma diáspora entre Quixadá e Fortaleza”, da Coletiva Negrada (com Pedra Silva, Amandyra e Viúva Negra)

Laís Machado, artista do corpo transdisciplinar, alárínjó, negra e feminista, é natural de Salvador-BA, Brasil, onde vive e trabalha. Desenvolve projetos autorais nas artes cênicas, performance-arte, instalação, fotografia e audiovisual. Explorando os limites do corpo atlântico, investiga o transe e fluxo como meio de produção de presenças. Em 2017 fundou com o artista Diego Araúja, a Plataforma ÀRÀKÁ, que tem estabelecido conexões entre artistas experimentais negros diaspóricos e africanos. E em 2018 Idealizou e coordenou o Fórum Obìnrín – Mulheres Negras, Arte Contemporânea e América Latina.

Criadora e intérprete da peça-ebó Obsessiva Dantesca (2016-2019), participa do cenário profissional das artes cênicas em Salvador desde 2011, tendo participado de festivais nacionais e internacionais. Dentre eles o Festival Internacional das Artes Cênicas da Bahia (FIAC – BA), Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MIT-SP), Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT-BH) e o ¡Adelante! (GER). Com trabalhos em vídeo, instalação e performance, participou de três exposições coletivas – Festival Digital Latitudes (2020/Berlim-GER), Mostra Magia Negra (2019/Salvador-BRA) e o Valongo – Festival internacional da Imagem (2018/Santos- BRA). E foi convidada a participar de residências artísticas na Savvy Contemporary Arte (Berlim/GER – 2020), na Summershool Angust/Medo no Weltkunstzimer ( Düsseldorf /GER – 2019), Atlantic Center for the Arts com o mestre Isaac Julien (UK) ( New Smyrna / USA – 2018) e no primeiro programa de residência artística do Valongo – Festival Internacional de Imagem ( Santos / BRA – 2018).

Cibele Forjaz

Foto: Bob Souza

Tutora do projeto “Pagode Russo”, do Coletivo Os Pícaros Incorrigíveis (com Paula Yemanjá, Beto Menêis, Alysson Lemos, Caleb Domingoz, Daniel Rocha, Junior Barreira, Magno Carvalho e Murillo Ramos)

Bacharel em Artes Cênicas com habilitação em Direção Teatral (1985/89), Mestre (2008) e Doutora (2013) em Artes Cênicas. Docente e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas/ECA/USP. Diretora e iluminadora teatral. Em 35 anos de profissão, participou de 3 coletivos de teatro: A Barca de Dionísos (1985-1991); Teatro Oficina Uzyna Uzona (1992-2002) e Cia.Livre, onde é diretora artística desde 1999. Dirigiu os seguintes espetáculos (entre muitos outros): A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector (1989); Woyzeck, de Büchner (1991 e 2003); Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues (2000/02), Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (2003/04); Arena Conta Danton, releitura de A Morte de Danton para o Teatro de Arena, com dramaturgia de Fernando Bonassi em processo colaborativo com a Cia.Livre (2004/06); Rainha [(S)], dramaturgia de Isabel Teixeira, Georgete Fadel e Cibele Forjaz (2008/2016); O Idiota – Uma Novela Teatral, adaptação do romance de F. Dostoiéviski (2012/14); Galileu Galilei (2015/16) e Na Selva das Cidades (2014/17), de Bertolt Brecht. Trabalha com a Cia. Livre na fronteira entre a Antropologia e o teatro, com o estudo e recriação de narrativas e cosmologias de povos ameríndios para as Artes Cênicas, desde 2006. Alguns espetáculos realizados sobre o tema: Vem Vai – O Caminho dos Mortos, recriação de narrativas dos povos Araweté, Jivaro, Kalapalo, Kaxinawá Marubo e Wayãpi (2007/09), com dramaturgia de Newton Moreno; Raptada pelo Raio, livre recriação de Pedro Cesarino do mito Kaná Kawã do povo Marubo (2009/12); Xapiri Xapiripë, Lá Onde a Gente Dançava Sobre Espelhos (espetáculo da Cia. Oito Nova Dança, sobre cantos e danças de 8 povos Ameríndios, 2014); “Os Um e Os Outros, livre recriação de “Os Horácios e Os Curiácios” de Brecht para a questão Ameríndia (2019). Em 2018 realiza o pós-doutorado “A Morte e as Mortes do Rio Xingu”, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras a Ciências Humanas da USP, quando realizou uma travessia de um ano pelo Rio Xingu, da Foz às cabeceiras, com estudo de campo entre os povos Araweté, Juruna da Volta Grande, Kayapó-Mebengokré, Kamayurá e Yudjá. Ganhou vários prêmios, entre eles, APCA 1989, 1998 e 2010, Mambembe 1996, Qualidade Brasil 2002 e 2015, Shell 2004 e 2007 e Prêmio Governador do Estado 2015.

Sobre os Laboratórios de Criação

São espaços de experimentação, pesquisa e desenvolvimento de projetos culturais em cinco linguagens: Artes Visuais, Cinema, Dança, Música e Teatro. Funcionam em regime de imersão, por meio de processos formativos de excelência, desenvolvidos em torno das propostas previamente selecionadas. Os artistas recebem orientação de tutores e tutoras, que conduzem à qualificação dos projetos por meio de orientações individuais, além de oficinas, palestras e masterclasses pelo período de sete meses. Durante esse tempo, os artistas selecionados recebem ajuda de custo para que possam se dedicar integralmente ao desenvolvimento de suas propostas. Ao longo de oito edições, de 2013 a 2020, 413 artistas passaram pelos Labs e 173 projetos foram selecionados.

Conheça os projetos do ano passado AQUI!

O processo seletivo deste ano precisou passar por adaptações em decorrência da pandemia de Covid-19, realizando todas as etapas de modo virtual. Foram selecionados 26 projetos artísticos a serem desenvolvidos no ano letivo de 2020-2021.

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Equipe de Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Texto: Pedro Victor Lacerda (estagiário) | Supervisão e edição: Raphaelle Batista

Publicado em 27/11/2020