Em alusão ao Dia Mundial de Combate à LGBTfobia, Porto Iracema indica produções LGBTQI+ disponíveis online

Filmes, músicas, livros e espetáculos que perpassam temáticas como amor, luta e conquistas desse grupo integram a lista

Expressão perpassa os mais diversos sentidos, não só a arte, mas nossa própria identidade. Para marcar o Dia Mundial de Combate à LGBTfobia, comemorado no próximo domingo (17), o Porto Iracema lança dentro da Embarcação das Artes, conjunto de ações online durante o isolamento social, uma seleção especial com dicas culturais de produções artísticas que perpassam expressões individuais e coletivas do grupo LGBTQI+.

São sugestões de músicas, filmes, livros e espetáculos teatrais que abordam questões, amores, lutas e conquistas relacionados à população LGBTQ+. Além disso, uma programação com shows e debates em alusão à data também será realizada no instagram e no Youtube da Escola. Veja mais AQUI.

O texto foi atualizado com novas dicas no dia 18 de maio de 2021, em homenagem ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia deste ano.

A maioria das dicas pode ser acessada gratuitamente, clicando nos títulos. Confira a seguir.

>>> Playlist

Ceará Queer

>>> Espetáculos 

Dizer e não pedir segredo, Teatro Kunyn (SP)
Parte 1Parte 2

Fragmentos do Desejo (2009), Cia Dos à Deux (RJ)

Luis Antonio – Gabriela, Cia. Mungunzá de Teatro (SP)

Orgia ou de como os corpos podem substituir as ideias, Teatro Kunyn (SP)
Parte 1Parte 2

Orlando, Grupo Expressões Humanas (CE)

”A Terra Prometida é um lugar de fortalecimento para todes nós, CREIAM, porque JUNTES somos mais fortes do que eles pensam”.  Estamos falando do coletivo (@terraprometidace).Juntes desde janeiro de 2020, a “Terra Prometida” tem como uma de suas principais características a coletividade e a busca pela criação de um espetáculo performativo e multilinguagem. Para acompanhar, basta seguir no Instagram (@terraprometidace) e ficar por dentro de tudo!

Performace da artista visual Élle de Bernardini (@elleiote), realizada em 28 de outubro do ano passado, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (@pinacotecasp). A performance integrou a exposição coletiva “Somos Muit+s – Experimentos sobre coletividade”. O registro em vídeo é da Opoente Filmes e pode ser acessado através deste link.

“Dizer e Não Pedir Segredo”, do grupo Teatro Kunyn. A peça é inspirada no livro “Devassos no Paraíso – A Homossexualidade no Brasil, da Colônia à Atualidade”, de João Silvério Trevisan, e narra a história das relações e identidades homoafetivas masculinas no Brasil, sob uma perspectiva histórica e social. Se você se interessou, pode acessae a Parte 1 em a Parte 2.

Projeto “Trans-Ohno” foi desenvolvido durante o #LabTeatro2016 pela bailarina e atriz Yasmim Shirran (@yasmimsalvatrix) e pela drag queen @mulher_barbada, ambas do coletivo @astravestidas. A pesquisa artística investigava a travestilidade no #teatro e na #dança e tinha como referência filosófica, base corporal e dramatúrgica o Butoh, com destaque para a poesia de Kazuo Ohno. “Onde estavam as travestis durante a ditadura militar?” integrou a última edição do Lab, em 2019, com Helena Vieira (@helena.vieiras), Nicole Lessa (@niicolelessa), Noá Bonoba (@noabonoba) e Tavares Neto (@tavaresnetoo), do @outrogrupo de Teatro. O projeto procurava construir uma narrativa a partir da urgência do real, falando sobre as travestis que tiveram suas vidas ceifadas por agentes do poder no regime ditatorial. Para conferir os espetáculos acessem o nosso Vimeo.

@noisdeteatro, grupo cearense sediado no Grande Bom Jardim, em Fortaleza, que soma 18 anos e é referência nacional. Acompanhe o grupo Nóis de Teatro nas redes sociais e no blog do grupo (noisdeteatro.blogspot.com)! Produções em diversas linguagens artísticas, além de bate-papos virtuais, podem ser conferidas no YouTube.

Solo “Ouriço” (2014), do baiano Leonardo França. A apresentação é um convite a perceber o acontecimento da dança e a presença do corpo em relações improváveis, na materialidade de som, luz, corpo e ar, que compõem uma coreografia para além do dançarino. O espetáculo pode ser encontrado em https://vimeo.com/74502425.

>>> Livros 

O Casulo Dandara, Victória Holanda. Editora Cene: 2019.

História do movimento LGBT no Brasil, organização de James N. Green, Renan Quinalha, Márcio Caetano e Marisa Fernandes. Editora Alameda: 2018

Hasteemos a Bandeira Colorida, organização de Leonardo Nogueira, Erivan Hilário, Thaís Terezinha Paz e Kátia Marro. Editora Expressão Popular: 2018

Questões LGBT e música brasileira ontem e hoje: Textos reunidos, Renato Gonçalves. 2020.

“Criança Viada”: Quais as lembranças e memórias que homens gays adultos têm de suas infâncias? O livro de crônicas “Criança Viada”, do jornalista Ícaro Machado (@icaromac), reúne 40 textos que buscam discutir e denunciar o desamparo familiar, social e psicológico vivido por crianças homossexuais do gênero masculino, através de relatos dos agora “adultos viados”, como chama o autor, colhidos em entrevistas de profundidade. O livro está em fase de lançamento no site da Editora Viseu.

História do movimento LGBTQIA+.⠀O Manifesto Queer Nation, disponível pela Edições Chão da Feira no Caderno de Leituras n.53, da Série Intempestiva, traz o texto que circulou na Parada de Nova York de 1990, em ação do grupo Act Up. Nesse link, você acessa o site, com o pdf disponível para download, e um áudio do texto.

>>> Revistas

Os 40 anos do movimento LGBT no Brasil, Revista Cult, edição 235 (junho/2018) (link?)

O mito fundador de Stonewall, de Renan Quinalha. 3 de junho de 2019

Nem todos os caminhos levam a Nova York, de James N. Green. 31 de maio de 2019

>>> Filmes e documentários

Antes de Stonewall, de Greta Schiller (1985)

As Revoltas de Stonewall (Stonewall Uprising), de Kate Davis (2010)

Laerte-se, de Eliane Brum (2017)

LGBT Sem Terra: o amor faz revolução, Brigada de Audiovisual Eduardo Coutinho do MST, (2020)

Meu Amigo Cláudia, de Dácio Pinheiro (2009)

Pay It No Mind – The Life and Times of Marsha P. Johnson (Michael Kassino, 2012)

The Death and life of Marsha P. Johnson (David France, 2017)

Praia do Futuro (Karim Aïnouz)

Tatuagem (Hilton Lacerda)

Azul é a Cor Mais Quente (Abdellatif Kechiche)

Desobediência (Sebastián Lelio)

Retratos Sublimes (Lisa Cholodenko)

Divine (John Waters)

“O TRAUMA É BRASILEIRO.DOC” é um curta-metragem da artista Castiel Vitorino Brasileiro (@castielvitorino), tutora do nosso #LabArtesVisuais, e está disponível de forma online e gratuita. No curta, Castiel reflete sobre cura, cansaço do corpo e da alma; sobre tempo, descanso e saúde. “Eu percebi o tempo enquanto eu estava cansada. É um tempo de cura. É o tempo da transição, tempo do nó da minha garganta se desfazer, tempo dos meus ombros pararem de doer”, dialoga Castiel.Você pode assistir neste link.

Documentário ”Conexão Fortal’‘, do jornalista Mário Lucas Silva (@issoemario). O filme conta a história de dez jovens que dedicam suas vidas à música. Drink 94, Vi21, Mc Vinner, Mateus da Silva, Gabriel “Ardack” Dias, Tayro Mc, Xerxes 07or, Tio Paco, Carmen Camaleonti e Leona Who protagonizam a produção. Mário é formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é videomaker e blogueiro. Escreve sobre arte, futebol, política e sua vivência enquanto homem trans em seu blog. O doc ”Conexão Fortal” está disponível de forma online e gratuita no YouTube, neste link.

Documentário “Laerte-se” (2017). O filme acompanha Laerte em seu percurso de investigação sobre o que é ser uma mulher. Com direção de Eliane Brum e Lygia Barbosa, o documentário retrata a vida da cartunista e chargista brasileira. Após viver boa parte da vida como homem, ela mostra sua transsexualidade e experimenta uma jornada intensa de descobertas e vivências. Acesse na Netflix.

Filme cearense “Doce Amianto” (2013), obra dirigida por Guto Parente e Uirá dos Reis. O longa conta a história da romântica Amianto (Deynne Augusto) que, depois de ser abandonada pelo homem que ama, isola-se em um mundo de fantasia e delírios. Misturando ingenuidade e melancolia, ajudada por sua amiga do além, Amianto tenta se reconectar com o mundo real. Acesse neste link.

Programa Transmissão, do Canal Brasil, apresentado pelas artistas Linn da Quebrada (@linndaquebrada) e Jup do Bairro (@jupdobairro). O TransMissão é o primeiro talk show comandado por pessoas trans no Brasil. Estreou em junho de 2020 e, desde então, tem trazido debates super interessantes, necessários e divertidos para o público (quem não precisa de um bom entretenimento nesta quarentena, não é?). Você pode acompanhar os episódios direto no YouTube do Canal Brasil.

>>> Música

O que pode um corpo sem juízo? A pergunta dá nome ao EP solo lançado em 2020 pela artista Jup do Bairro (@jupdobairro). ”Corpo Sem Juízo” é um manifesto pela liberdade, pluralidade, amor e arte periférica. O trabalho foi realizado por meio de um financiamento coletivo, ao lado de Felipa Damasco (direção artística), Badsista (direção musical), Pininga (produção) e Thiago Felix (produção executiva).Para conferir esse trabalho incrível, você pode acessar no YouTube  e no Spotify.

Cantor e compositor Getúlio Abelha (@getulioabelha), com seus hits “Laricado”, “Vá se lascar”, “Sinal Fechado” ou, ainda, o remix de “Amor de Que”, feet do piauiense radicado em Fortaleza com ninguém menos que @pabllovittar. Seja qual for a escolha, a curtição é certa! Ficou com curiosidade pra ver? Pois acesse este link ou vá direto ao canal do artista no Youtube.

Primeira Funkeira Travesti do Ceará! É assim que Nik Hot (@nikhotoficial) se apresenta. A artista lançou recentemente o clipe “Boneca Desejada”, que você pode assistir aqui. Você pode ouvir Nik Hot no Spotify e no YouTube.

Rapper cearense Má Dame (@somadamemermo), um dos nomes expoentes da cena Hip Hop no estado. Seu EP de estreia, “No Fio Da Navalha”, se propõe a falar sobre as realidades da cidade de Fortaleza, assim como reivindicar seu espaço enquanto artista lgbtqia+ na cena cultural brasileira. Lançado em 2020, o EP está disponível no Spotify. Para ouvir Má Dame, acesse este link.

Angel History: Cantora, compositora, produtora musical, maquiadora, fotógrafa, performer e criadora de conteúdo. É assim que a cearense Angel History (@angel.history) se apresenta nas suas redes sociais. Seu som é uma mistura de música eletrônica, pop e indie. L.O.V.E está disponível em plataformas musicais como YouTube e Spotify — junto com músicas lançadas posteriormente, como Psyco Ex, Nobody Can Save Me e Insha’Allah. Angel é uma artista formada na Rede Cuca e foi vice-campeã do Festival de Música da Juventude de Fortaleza em 2019. Você pode ouvir Angel History no Spotify e no YouTube.

>>> Conversas

#JanelasdoPorto mostram a série fotográfica “encruzilhada do corpo”, do artista Jean dos Anjos: clique aqui para conferir.

#JanelasdoPorto apresentam o trabalho do artista Lucas Dilacerda. Na série de imagens intitulada “acéfalo”, ele apresenta fotografias públicas de homens gays expostas em um aplicativo de paquera. Você pode conferir no instagram, clicando aqui. 

Com o tema “Arte Livre: Música e Teatro em tempos de agir”, o encontro de Helena Vieira e Raquel Virgínia desperta reflexões sobre a vida e suas possibilidades, os processos criativos como política, filosofia e luta, mercado artístico e seus entraves, barreiras e hostilidades, mas também as aberturas, conquistas e vitórias. Essa conversa imperdível você encontra neste link.

SERVIÇO

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Para saber todas as informações sobre o novo Coronavírus, a acesse https://coronavirus.ceara.gov.br/ ou ligue 24h no 0800 275 1475.

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Rafaela Leite
Publicado em 15/05/2020 / Atualizado em 18/05/2021